Mais um caso dentre ene casos que ocorrem diariamente em nossa Porto Alegre, para falar somente dela. O crime está organizado dentro do governo, e fora dele. Mas, às vezes, como hoje, os bandidos levam a pior. Enquanto isso, no STF, Dilma já tinha cinco votos a favor, contrários ao do relator Edson Fachin, que, respeitando a CF, manteve a Lei e a Carta, acatando o impeachment. Outros colegas dele rasgaram a Lei Maior, e, depois, queremos andar seguros pelas ruas. Quá, quá, quá.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Bandidos se dão mal
Mais um caso dentre ene casos que ocorrem diariamente em nossa Porto Alegre, para falar somente dela. O crime está organizado dentro do governo, e fora dele. Mas, às vezes, como hoje, os bandidos levam a pior. Enquanto isso, no STF, Dilma já tinha cinco votos a favor, contrários ao do relator Edson Fachin, que, respeitando a CF, manteve a Lei e a Carta, acatando o impeachment. Outros colegas dele rasgaram a Lei Maior, e, depois, queremos andar seguros pelas ruas. Quá, quá, quá.
sábado, 26 de setembro de 2015
Mais uma passeata por segurança
Ontem à noite, outro protesto, reuniu amigos, vizinhos e familiares de uma jovem que foi mantida refém por assaltantes na última terça-feira.
Vítima de seqüestro protesta por segurança
Juliana Trombetta, 25 anos, que no protesto segurava um cartaz dizendo que foi vítima de seqüestro e agressão, conta que saía da casa de uma colega, quando um carro parou ao lado dela, dois homens desceram e a empurraram para dentro. Apontavam-lhe facas, chegando a as encostar no seu abdômen. Pediram o dinheiro, a carteira, mas ela disse que não tinha, não carregava mais, depois de ser vítima de outro assalto dias antes. Ficaram brabos, agrediram-na, rodaram um tempo com ela e a deixaram em uma rua qualquer.
Os manifestantes que pediam segurança e "basta de violência", como todos nós vivem uma situação que resulta de um conjunto de fatores. O governo estadual anterior deu aumentos além da capacidade do Estado pagar, sacou dos depósitos judiciais, deixando uma enorme dívida para este ano, sem falar que usou dinheiro de empréstimos para pagar a folha. Aumentou a receita com pessoal em 60%, ao passo que a receita do Tesouro cresceu 40% no mesmo período. Outro fator encontramos em 30 anos de discurso de partidos à esquerda (de inspiração socialista), para quem o bandido é vítima da sociedade. Isso contaminou todos os três poderes, resultando em criminosos soltos, mesmo que a BM os prenda repetidas vezes em delito. Como terceiro fator, o fato de boa parte do povo ter acreditado no partido de ponta da esquerda brasileira, que governou Porto Alegre por longos - e tétricos - 16 anos. Pode-se especular que muitos naquele protesto fizeram a fortuna eleitoral deste partido - que possui integrantes da cúpula condenados e presos por corrupção. Afinal, as urnas do Menino Deus chegaram a dar 60% dos votos válidos nas eleições municipais aos estrelados.
Mas sempre há hora de acordar. E o gosto que o povo tomou por protestar, desde junho de 2013 (embora fossem protestos mobilizados pela extrema-esquerda, que deles perdeu o controle), sem dúvida conta para o ânimo na manifestação de ontem. Sem falar nas três manifestações gigantescas contra Dilma e o PT neste ano (março, abril e agosto). E há outra programada para hoje, sábado, 26/09/15, a partir das 11h00. Uma caminhada, para lembrar o assassinato do comerciante, e padeiro, Elvino Adamczuk, vítima de uma bala perdida em conflito da polícia com bandidos, na primeira semana deste chuvoso setembro de 2015.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Mais um arrombamento
Na madrugada de domingo para segunda-feira, 20/07, mais um comerciante do Menino Deus foi vítima de arrombamento. Uma loja de roupas femininas, na avenida Getúlio Vargas, Kanto de Mulher, teve a cortina de ferro violada, o vidro quebrado em um pequeno buraco, pelo qual passou alguém e roubou 15 vestidos. O buraco da foto é o dobro do original, encontrado pelos proprietários.
| Patifes levaram mercadorias, após invadir o estabelecimento |
Segundo um deles, o alarme no telefone celular tocou às 02h30min, hora da segunda saraivada de granizo que atingiu Porto Alegre na calada da noite, chuvosa. Pelo tamanho do buraco aberto, passou por ali uma criança, ou um adulto mirrado. Foi o mesmo método (modus operandi, dizem os policiais) de outros arrombamentos ocorridos na Getúlio Vargas. Viola-se a cortina de ferro, se há vidro ou outro obstáculo, ele é transporto em um pequeno buraco, entra alguém e furta o que der.
Já não chega a recessão trazida pelas trapalhadas do governo - que investiu no consumo e não na produção -; já não chega a queda do movimento na semana passada, causada por muita chuva, ainda devem os que sustentam o país com o seu trabalho arcarem com mais uma despesa sem retorno. Paradoxalmente, o dano ao comerciante é benéfico aos governantes, ao setor público (como um todo), pois o comerciante irá gastar no conserto da porta, em uma nova vidraça, em reposição de mercadorias, tudo resultando em coleta de impostos. Só ganha o Estado, perde sempre o cidadão que o sustenta. Claro que nenhum governo deseja isso, mas, gostando ou não, serve-lhe.
A Kanto de Mulher foi vítima de outro arrombamento semelhante há dois anos. Na ocasião, além do furto, a loja ficou suja de sangue, pois o vidro não era temperado, e o bandido se machucou ao entrar.
Este arrombamento é o oitavo, pelas contas deste redator, desde fevereiro passado, somente no comércio. No sábado de manhã, um grupo de moradores e comerciantes fez uma passeata, pedindo por mais segurança. E, na semana passada, servidores da área de segurança pararam o trânsito em parte do Centro (hoje dito Histórico), na frente do palácio Piratini, pedindo aumento. Ora, ora. Vem aí aumento de ICMS, que eles pagarão também. Ao menos, recebem um pouco de volta. Os demais, pagam e pagam, e de volta pouco ou nada têm do Estado, que vende serviço compulsoriamente.
sábado, 18 de julho de 2015
Passeata pede segurança
| Percorreram ruas do bairro neste ensolarado sábado, 18/07 |
Esta foi a terceira manifestação, desde 25/03, exigindo das autoridades mais segurança. As duas primeiras foram reuniões com autoridades policiais, nas dependências do Grêmio Náutico Gaúcho. Os assaltos a pedestres, os arrombamentos a residências e a estabelecimentos comerciais, os furtos e roubos de veículos viraram rotina no bairro. É bem verdade que, desde aquele 25/03, o policiamento aumentou no Menino Deus. Há PMs percorrendo o bairro a pé, PMs de motocicleta e em viaturas também se tornaram mais freqüentes. Enfim, não são somente os bandidos que estão circulando.
A presidente da Assamed, Oleti Gomes, carregava um cartaz, dizendo que lugar da polícia é nas ruas. E não nos quartéis em serviços administrativos.
A passeata saiu do encontro das ruas Silveiro e Miguel Couto, percorrendo a Silveiro, José de Alencar e Getúlio Vargas, passando na altura do número 800 às 12h00. Quem mora e trabalha na Silveiro e imediações está com grandes problemas devido à circulação de viciados em crack. A passeata foi acompanhada por dois motociclistas da BM, e uma viatura.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Atenção Menino Deus, é amanhã, 11/07
| Novos semáforos na rua Silveiro, ainda encobertos (10/07) |
| Pontos de ônibus surgem na rua Dona Augusta |
terça-feira, 7 de julho de 2015
Maus usos e péssimos costumes
A foto mostra um grande saco de caliça. Foram espalhados vários pelo bairro Menino Deus, para recolher os restos das obras do gasoduto mais fibra óptica. Enquanto os sacos são preenchidos pela caliça da obra, são-no também por indefectíveis sacos pretos atados (foto). Como não são caliça de obra, são o que, héin? São a besteira, o produto dito sólido do metabolismo de bestas (animais não racionais), os mascotes, ou pets, que, hoje, em nosso país, superam o número de crianças. Lugar de caca é no vaso sanitário, mas não para aqueles que não respeitam o trabalho alheio, e a pessoa de quem trabalha, depositando as fezes de seus "filhos" e "filhas", mesmo que em sacos, sobre locais indevidos. Há também o lixo doméstico que é depositado. O mesmo ocorre com as caçambas para restos de obras. Em poucas horas, viram latas de lixo, indicando, inequivocamente, os maus usos e péssimos costumes de uma classe média (não todos, claro), que clama por governos limpos e deixa sujas as ruas. Mas bah!
Seguem os arrombamentos no Menino Deus
| Após arrombamento, o concerto inevitável. E o gasto. |
Enquanto isso, os partidos no poder assaltam os cofres públicos de todas as maneiras possíveis, imagináveis e inimagináveis, especialmente as inimagináveis; os criminosos mandam nos presídios, e deputados estaduais querem ainda mais benesses para criminosos e suas famílias. Juízes pegos vendendo sentenças são aposentados com duas dezenas de milhares de reais e o povo morre na fila estatal do sistema público de saúde, casos aos quais não há responsabilizáveis, embora todos saibam que são os gestores do sistema, na União, nos Estados e nos Municípios. Como o Diabo gosta.
terça-feira, 9 de junho de 2015
O monumento esquecido do meio ambiente
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| Na Praça Guia Lopes, bairro Teresópolis |
A cártula do monumento está semi destruída - da última vez que estivemos lá. Talvez já tenham completado o trabalho (trabalho?) de apaga-memória, que progride, com a falta de zelo do poder público (que gasta muito dinheiro em reuniões, seminários e o escambau, que nada implicam ao cotidiano, exceto, talvez, mais opressão estatal, via "democráticas" regulações). Quem não zela pelo que tem de zelar, e se é poder público, incorre em prevaricação. Grande coisa. Então trazemos para vossa apreciação, um registro, antigo, do tal monumento, oculto sob as árvores da praça. Bom proveito. Feliz dia do meio ambiente et coetera e tal. E fique dito que ele é, já há 103 anos, a petrificação e a simbolização de um sentimento pela natureza, muito forte nesta cidade, registre-se. Por que os ambientalistas, sempre de plantão, esqueceram-no? Querem posar de inovadores, com o movimento surgido nos anos 70? Por que o esquecimento? Porque recordar é viver, e recordar é ruim e ... deixa para lá.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Dengue no Menino Deus exige inseticida
A prefeitura municipal informou que ontem (13/05) aplicou inseticida em partes do bairro Menino Deus, em virtude de um residente voltar infectado de uma viagem ao Rio de Janeiro. Segundo a prefeitura, foram trechos das ruas Marcílio Dias, Baronesa do Gravataí e Múcio Teixeira, e nas avenidas Ipiranga e Bastian. Também na Restinga foi necessário aplicar o veneno, devido a um morador retornar infectado de São Paulo. Na Restinga, receberam o veneno trecho da estrada Chácara do Banco, entre a estrada Barro Vermelho e a rua A, rua Manoel Fernandes Pinheiro, trecho da estrada Barro Vermelho entre a estrada Chácara do Banco e 100 metros além da rua Manoel Fernandes Pinheiro, rua Professor T. Targa, rrecho da rua Antônio Nunes Vieira entre a estrada Chácara do Banco e a rua Waldir Echart, trecho da rua Sandra Brea entre a estrada Chácara do Banco e a rua Waldir Echart, rua A. Com essas duas confirmações, sobre para 46 o número de casos da doença na Capital neste ano, sendo 12 autóctones e 34 importados. No Menino Deus, a operação começou às 9h30min. Na Restinga, às 14h30min.
terça-feira, 12 de maio de 2015
IBCM arrombado na madrugada
Mais um arrombamento soma-se aos muitos que têm ocorrido no bairro Menino Deus, Porto Alegre. Desta vez, no Instituto Beneficente Coronel Massot (IBCM), que presta serviços de saúde aos servidores da Brigada Militar e seus familiares. A instituição, localizada na rua Barão do Triunfo, esquina Gonçalves Dias, foi invadida, os computadores furtados, e em parte depredada. Os ladrões estavam à procura de dinheiro e à busca dele destruíram muita coisa. Como conseqüência da invasão, ocorrida na noite de domingo, 10/05, para segunda-feira, 11/05, todos os atendimentos tiveram de ser cancelados, devido à ausência do sistema de informática.
Nesta terça-feira, durante o dia, o policiamento a pé no bairro foi reforçado. O major Mohr, Comandante do Primeiro Batalhão, informou, no último 28/04, em reunião com a comunidade, organizada pelo SOS Menino Deus, que está com 100% do efetivo nas ruas. (Veja abaixo a reprodução da ata da reunião, cuja leitura traz revelações interessantes.)
[Redação: Bertrand Kolecza (reg. prof. 7406)]
Nesta terça-feira, durante o dia, o policiamento a pé no bairro foi reforçado. O major Mohr, Comandante do Primeiro Batalhão, informou, no último 28/04, em reunião com a comunidade, organizada pelo SOS Menino Deus, que está com 100% do efetivo nas ruas. (Veja abaixo a reprodução da ata da reunião, cuja leitura traz revelações interessantes.)
[Redação: Bertrand Kolecza (reg. prof. 7406)]
Ata da reunião sobre segurança no Menino Deus
Folha do Porto reproduz abaixo a ata da reunião da Comissão de Segurança SOS Menino Deus, realizada no último dia 28/04, das 19h00 às 21h00, nas dependências do Grêmio Náutico Gaúcho, que, gentilmente, mais uma vez cedeu o local para o encontro. Entre os presentes, o vice-prefeito, Sebastião Melo, que apontou para o governo federal parte da responsabilidade sobre a insegurança, por não vigiar as fronteiras e não impedir a entrada ilegal de armamento. O major Mohr, comandante do Primeiro Batalhão da BM revelou números sobre as prisões de reincidentes feitas pela Brigada. Assustam. Um dos temas, mais uma vez, foi a presença de indigentes nas ruas, que as utilizam como sanitário, local para relações sexuais, fazendo de certos logradouros locais infectos, sob a complacência das autoridades. A reunião encerrou com a decisão de coletar assinaturas para a realização de uma audiência pública, com as autoridades estaduais, pressionando por mais segurança. Sobre isso, o major Mohr informou que está com 100% do efetivo nas ruas. Também foi lembrado pelos representantes dos órgãos públicos que há aprovados em concurso para serem chamados, o que não ocorre devido à falta de recursos, justificativa do governo estadual. Segue a ata a quem interessar possa. Recomendo leitura. É interessante.
"Ata de reunião nº 03/2015 da Comissão de Segurança SOS Menino Deus.........
No dia 28 (vinte e oito) de abril de 2015, com início às 19 horas e 20 minutos, na sede do Grêmio Náutico Gaúcho, localizado na av. Praia de Belas, 1948, deu-se início à Terceira Reunião da Comissão de Segurança formada por moradores e comerciante do bairro Menino Deus. A mesa, composta pela Sra. Nelnie Lorenzoni, coordenadora do CCJS/MD e presidente da mesa; Sr. João Hélbio Antunes, secretário de segurança adjunto da prefeitura de Porto Alegre; Sr. Sebastião Melo, vice-prefeito de Porto Alegre; Sr. Jorge Cuty, secretário adjunto da secretaria da saúde de Porto Alegre; Major Rodrigo Mohr, sub-comandante do 1º batalhão de policia militar da Brigada Militar; Sr. Marcelo Soares, presidente da FASC de Porto Alegre; Delegado Cesar Carrion, titular da 2ª delegacia de Polícia Civil e o Sr. José Erni, presidente do Grêmio Náutico Gaúcho; Sr. Sullivan Cândido de Moura, assistente da presidência da mesa; Sr. Jorge Fernando Ruschel dos Santos como secretário e o Sr. Marcelo Machado, coordenador do grupo de cidadãos SOS Menino Deus que apresentou a seguinte pauta da reunião:
- Introdução do evento pela Sra. Nelnie Lorenzoni;
- Apresentação do abaixo-assinado;
- Audiência pública;
- Organização do evento;
- Agradecimentos.
[O redator não procedeu a qualquer edição do conteúdo.]
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Abaixo-assinado por audiência pública
Na reunião do último dia 28/04/15, no Grêmio Náutico Gaúcho, residentes, comerciantes e quem trabalha no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, votaram pela realização de um abaixo-assinado, exigindo uma audiência pública com as autoridades estaduais. A comunidade clama por segurança. O caos está nas ruas, as ocorrências se multiplicam, com arrombamentos de residências e pontos comerciais, assaltos a pedestres, roubo de veículos. O horror!
Novamente, foram cerca de 250 os participantes, repetindo a audiência da reunião de 25/03. O número daquela reunião já surtiu efeito entre as autoridades, pois este segundo grande encontro contou com a presença do prefeito de fato da cidade, o vice, Sebastião Melo. Ele enalteceu a recente entrega da praça Santa Catarina, ampliada e recuperada ("revitalizada" é o jargão da tecnoburocracia). Mas um dos presentes contestou. Não querem saber de obras, embora necessárias e básicas. Isso não é o crucial, agora. Há um clamor, devido à insegurança.
O abaixo-assinado pode ser encontrado em algumas casas comerciais do bairro. Além disso, circula nos condomínios daqueles presentes ao encontro.
A primeira reunião surtiu seus efeitos, pois mais PMs passaram a ser vistos nas ruas. Passaram a ser vistos nas ruas, no dizer de muitos. Novamente presente, o major Mohr, da 1a Cia do 1o BPM, assegurou que está com todo o seu efetivo nas ruas. Um esforço, deve ser reconhecido, em face da falta de dinheiro do governo, para sequer honrar a folha de ativos e inativos do Executivo, uma despesa de R$ 1,1 bilhão ao mês.
Integrantes da 2a DP - localizada na avenida Getúlio Vargas - apontaram uma grande dificuldade, qual seja, a de a Polícia prender e a Justiça soltar. Poderia a Justiça inovar, como em certos casos dos quais se orgulha (a oficialização da união homossexual), e manter bandidos presos, ouviu-se um comentário ao lado, entre presentes ao encontro.
Novamente, foram cerca de 250 os participantes, repetindo a audiência da reunião de 25/03. O número daquela reunião já surtiu efeito entre as autoridades, pois este segundo grande encontro contou com a presença do prefeito de fato da cidade, o vice, Sebastião Melo. Ele enalteceu a recente entrega da praça Santa Catarina, ampliada e recuperada ("revitalizada" é o jargão da tecnoburocracia). Mas um dos presentes contestou. Não querem saber de obras, embora necessárias e básicas. Isso não é o crucial, agora. Há um clamor, devido à insegurança.
O abaixo-assinado pode ser encontrado em algumas casas comerciais do bairro. Além disso, circula nos condomínios daqueles presentes ao encontro.
A primeira reunião surtiu seus efeitos, pois mais PMs passaram a ser vistos nas ruas. Passaram a ser vistos nas ruas, no dizer de muitos. Novamente presente, o major Mohr, da 1a Cia do 1o BPM, assegurou que está com todo o seu efetivo nas ruas. Um esforço, deve ser reconhecido, em face da falta de dinheiro do governo, para sequer honrar a folha de ativos e inativos do Executivo, uma despesa de R$ 1,1 bilhão ao mês.
Integrantes da 2a DP - localizada na avenida Getúlio Vargas - apontaram uma grande dificuldade, qual seja, a de a Polícia prender e a Justiça soltar. Poderia a Justiça inovar, como em certos casos dos quais se orgulha (a oficialização da união homossexual), e manter bandidos presos, ouviu-se um comentário ao lado, entre presentes ao encontro.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Menino Deus fará nova reunião pela segurança
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| Folheto circula no comércio e condomínios |
A pauta do encontro é formada por três itens: abaixo-assinado, pedindo aumento do efetivo policial no bairro; votação de audiência pública com os órgãos competentes, governador e prefeito; unificação das polícias civil e militar. "Abrace esta idéia, nossa segurança também é sua responsabilidade", encerra o folheto.
Cá entre nós, o redator deste blog estranha o pedido de unificação das polícias. Conquanto o tema seja da maior importância (a BM foi criada para combater a sedição de 1835, em novembro de 1837) e o uso de uma polícia dupla, uma delas militar para lidar com civis, seja algo estranho no mundo ocidental democrático, não parece que a população necessite, de imediato, desse desiderato. A falta de policiamento é o maior problema e a maior necessidade do momento. Discutir unificação das polícias empurra a pauta para onde ela não precisa ir. Como existem servidores públicos envolvidos na organização dessa reunião, pode-se especular sobre a origem do tópico estrutural, face a uma realidade emergencial, desesperadora mesmo. O crime tomou conta do bairro.
Pizza Hut na Praça Israel
| A demolição deve terminar nesta segunda-feira, dia 27/04 |
O imóvel possuía residência no piso superior e era comercial no inferior. Recentemente, sediou a Padaria e Confeitaria Requinte, que construía sua nova sede na rua Botafogo, próximo à Praia de Belas. Prontas as instalações, primeiro foram alugadas para o comitê de campanha do candidato à reeleição a deputado federal, Nelson Marchezan Jr. Ele se reelegeu. Neste ano, então, a Requinte voltou ao seu endereço original (o antigo prédio foi demolido para a construção do novo).
Mas aquela esquina ficou conhecida, mesmo, no Menino Deus, por ter sediado a Padaria Pavan, que ali viu seu negócio se ampliar, ao ponto de, em 1980, mudarem-se para a rua Botafogo, 505, já como um supermercado, padaria e confeitaria. Nos anos 80, o Pavan foi um dos pontos mais concorridos de Porto Alegre, graças a uma liminar na Justiça que os permitia trabalhar aos domingos - ao tempo em que isso era proibido. No início do terceiro milênio, alugaram o ponto e, algum tempo depois, venderam o imóvel para a Capa Engenharia que ali construiu o residencial Domus Personalité. O residencial foi entregue em 2006.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Assamed reclama e acampamento sai
| Acampamento próximo ao playground na praça Israel. Foi-se |
Segue ela o relato, dizendo que, "para nossa alegria, mudaram-se da esquina da Múcio (próximo ao Zaffari) para a Praça Estado de Israel. Utilizaram o muro da escola Presidente Roosevelt e armaram uma lona preta. Há poucos minutos passei por ali e brigavam, com palavrões. O barraco de lona preta está bem na frente da pracinha onde as mães levam os filhos para brincar". A comunidade pede que os retirem do local, pois os freqüentadores e vizinhos da praça "estão muito incomodados com esta situação que só se agrava. Tipos rolando de um lado para outro em cima dos canteiros, que a Smam limpa, mas que, em seguida, voltam a ficar abarrotados de lixo. Estes zumbis não contribuem em nada - aglomeram bandidos à sua volta - e ameaçam a qualidade de vida de quem trabalha e recolhe impostos. Gente, precisamos organizar esta cidade. É o cúmulo! O que está acontecendo com Porto Alegre!?"
Para a Assamed, se a prefeitura não conseguir manter a praça Israel livre de tais ocupações, a comunidade irá pressionar a Smam para que a cerque, como já acontece com a Praça Rádio Gaúcha (na esquina de Gonçalves Dias com Saldanha Marinho).
Dias depois da reclamação da Assamed, o acampamento foi removido. Desta vez a prefeitura não utilizou o seu mantra predileto da inação "direito de ir e vir" (embora exerçam o de permanecer), muito menos o "não retiramos, é um problema social". Sinal de que a pressão funciona. Mas, se fosse local privado, é bem provável que ainda lá estariam, afinal, o setor público protege mais é a si mesmo. E olhe lá.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Clube de Jazz chega aos 33
| Lotado na comemoração dos 33 anos, noite de 20/04/15 |
| Sérgio Jaeger Jr dá o beijo dos 33 anos em Ivone Pacheco |
Nesta comemoração dos 33 anos, o clube ficou lotado, dentro e fora. Portas fechadas, para não entrar o burburinho das vozes na rua, ambiente quente e um público atento aos músicos que se sucediam, em números cantados ou unicamente instrumentais, com longo espaço para a improvisação, é claro, uma marca do Jazz. Take Five é o nome de uma música, terceira do lado A, do disco Time Out, do Dave Brubeck Quartet. Foi composta para o solo de bateria de Joe Morello. Acabou se tornando um dos maiores sucessos de venda do gênero desde então, idos dos anos 60. A música, em compasso quinário, é um dos ícones do Jazz e foi devidamente escolhida para batizar o clube, naquele distante 1982, abrindo as portas da casa de dona Ivone, na rua ... não vou dizer. É uma tradição do Take Five que o endereço é revelado de boca de jazzófilo para ouvido de jazzófilo. Até mesmo quando as sessões são anunciadas na imprensa diária, e sempre o são, tal caráter sigiloso é preservado. Mas, pela multidão reunida na última segunda-feira, 20/04, houve muito boca-a-boca.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
TV cobre arrombamentos
| PMs a pé voltaram a fazer parte da paisagem em março passado |
No último dia 25/03, 250 pessoas compareceram a uma reunião no Grêmio Náutico Gaúcho para reclamar da situação terrível de assaltos a pedestres, assaltos a casas comerciais, roubos a pedestres, furtos em coletivos. Uma das causas para esta epidemia de criminalidade, segundo o representante da BM naquela reunião, é a "cultura da impunidade" que hoje vigora no país todo. Segundo ele, o 1o BPM prende seis pessoas por dia, em média, em ações de policiamento. Mas a maioria acaba solto em pouco tempo, desmoralizando e desmotivando o trabalho dos policiais. Desde então, o policiamento no bairro melhorou, com PMs a pé, de moto e de bicicleta. Mas os arrombamentos ocorrem à noite, quando já não há policia
is nas ruas para inibir sua ação.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Vítima da sociedade baleada em roubo
Ontem, segunda-feira, 13/04/15, no início da noite, um homem saía do supermercado Zaffari, pelo acesso da avenida Bastian, quando, percebendo de antemão o ataque, sacou de seu revólver e disparou quatro vezes, ferindo mortalmente um dos bandidos, que estavam de motocicleta, ao eles o atacarem. A vítima do ataque, perpetrado por uma "vítima da sociedade", pediu para não ser identificado, mas revelou que é escrivão de Polícia. E que, ao se aproximar da rua, intuiu o ataque, desconfiando da atitude dos dois de motocicleta. O assaltante que conduzia a moto resgatou do chão o parceiro ferido, mas, ao chegarem ao encontro com a avenida Ipiranga, a alvejada "vítima da sociedade" caiu ao solo. O comparsa condutor do veículo apressou-se em recolher o revólver e sumiu. Devido às muitas tecnicalidades jurídicas e aos direitos humanos de tais vítimas de uma sociedade cruel e desigual, a imprensa divulga os atacantes como "suspeitos de assalto", embora tenham se dirigido à mão armada para roubar um transeunte. Tal fato é mais um, apenas mais um, que exaspera os residentes e freqüentadores do Menino Deus, bairro que contempla impotente o crescimento vertiginoso dos ataques a pedestres e a casas de comércio. Sem falar de arrombamentos.
Reação - No último dia 25/03, 250 pessoas compareceram a uma reunião com as autoridades, na sede do Grêmio Náutico Gaúcho, reivindicando segurança, item básico do serviço público, atualmente desservido, devido à falência financeira do setor público, afundado em um sistema de previdência incompatível com a realidade das últimas décadas (e olha que foi criado em 1935, contando apenas 80 anos). Como conseqüência da reunião, aumentou a presença de policiais nas ruas, inclusive a pé, uma raridade, desde os anos 90, alterada somente com o evento que esgotou o caixa dos governos, a Copa 14, à qual a presidência da república, defensora dos trabalhadores, isentou de tributos. Foi o único país do mundo a sediar uma Copa, que tão generosamente presenteou a entidade maior, que congraça os praticantes do esporte bretão mundo afora.
Reação - No último dia 25/03, 250 pessoas compareceram a uma reunião com as autoridades, na sede do Grêmio Náutico Gaúcho, reivindicando segurança, item básico do serviço público, atualmente desservido, devido à falência financeira do setor público, afundado em um sistema de previdência incompatível com a realidade das últimas décadas (e olha que foi criado em 1935, contando apenas 80 anos). Como conseqüência da reunião, aumentou a presença de policiais nas ruas, inclusive a pé, uma raridade, desde os anos 90, alterada somente com o evento que esgotou o caixa dos governos, a Copa 14, à qual a presidência da república, defensora dos trabalhadores, isentou de tributos. Foi o único país do mundo a sediar uma Copa, que tão generosamente presenteou a entidade maior, que congraça os praticantes do esporte bretão mundo afora.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Sulgás começa a tapar buracos
| Buraco começou a ser fechado no dia 08/04/2015 |
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Sem data para obstáculos saírem
| Avenida Getúlio Vargas com avenida Ganzo, que tal? |
A rede foi instalada durante o Verão (janeiro e fevereiro), com máquina que perfura o solo sem ser necessário escavar, com exceção de alguns pontos, logo fechados. Parecia que estava indo tudo bem, então, portanto. Mas passou março, entrou abril, foi-se o coelhinho com a Páscoa, na celebração da Ressurreição e nada de serem ressuscitadas as calçadas.
Lembrete: Em novembro de 2013, todos os moradores do bairro, em especial os que residem em condomínios (os multifamiliares, no jargão), foram avisados por carta padrão impressa, entregue pela ECT, vinda da PMPA, que pagariam, em 30 dias, multa, cada um, de R$ 547, se não providenciassem no reparo das calçadas. Ocorre que, no caso de condomínios - o grosso das moradias do bairro - quem deve ser avisado é o Condomínio (pessoa jurídica) e não o condômino, seu integrante. E a multa é só uma, e não em número de todos os condôminos. Um desperdício de dinheiro e um ataque psicológico às pessoas que foram indevidamente intimadas. Imaginai se todos exigissem danos morais na Justiça?
| Avenida Getúlio Vargas com rua Botafogo, mas bah! |
De volta aos buracos abertos. Bueno e não é que ainda restam nas esquinas do bairro tais tubos para fora, um acinte estético e um horror urbanístico? Em alguns casos, não são tão ostensivos como os das duas fotos selecionadas. Há aqueles mal disfarçados, em meio a canteiros de grama, esperando para algum idoso, ou nem tanto, vir a neles tropeçar e cair. Então, para saber, em nome da cidadania, se e quando seriam fechados, solicitamos tal informação para a assessoria de imprensa da Sulgás, que assim nos respondeu, que (abre aspas) "Esses buracos com os dutos de PEAD para fora são pontos de interligação de uma rede com a outra. Após a construção de alguns segmentos de redes, esses pontos são conectados e fechados e esse duto aparente sofre um processo de limpeza e de estanqueidade. Esses pontos ficam mais tempo abertos, justamente porque é nesses dutos que serão realizados os testes da rede, antes que o gás natural seja liberado para essa canalização. Nos demais pontos, os buracos são fechados provisoriamente à medida em que são abertos, e têm ficado abertos, no máximo, uma semana. No término da obra, as áreas afetadas são reconstituídas" (fechar aspas).
Então, tendo em vista que lá já estão há coisa de um mês, ao menos, e era para "mais tempo abertos" do que "uma semana", ou seja, para quando, mesmo, ninguém sabe. Portanto, muito cuidado, pois, além de titica de cãozinho, xixi de idem, de gente e tudo o mais, temos que cuidar com os tubos do gás, esperando "estanqueidade". Ao menos, as calçadas foram reparadas no Verão de 2014.
terça-feira, 31 de março de 2015
Atropelado por carro sem motorista
| Vítima foi arrastada de um lado ao outro da avenida |
O nome da vítima é Luis Paulo Coelho Ferreira, 59 anos. Segundo o HPS, o quadro dele era estável.
sexta-feira, 27 de março de 2015
Cruzamento excruciante
| Obra de capeamento, perto do shopping, na tarde de 26/03 |
Porto Alegre, 27/03/15 - Publicamos dois vídeos do binário Praia de Belas-Borges de Medeiros, na divisa dos bairros Menino Deus e Praia de Belas. O binário começou a ser utilizado há um mês e uma semana. As obras ainda incompletas somam ao caos resultante. As obras ficarão prontas, mas a desordem, implantada pelo poder público, permanecerá. Na reunião de 25/03/15, sobre a (in)segurança, já circulava um abaixo-assinado contra a novidade perversa no tráfego. Depois de aberto o binário para circulação, a prefeitura ainda tocou obras de capeamento asfáltico, torturando ainda mais os condutores e pedestres que por ali circulavam.
quinta-feira, 26 de março de 2015
Insegurança reúne 250 pessoas
O Conselho Comunitário de Segurança do bairro Menino Deus, vinculado à secretaria municipal de Segurança e Direitos Humanos, existe há dez anos. Mas a reunião da noite de 25/03, nas dependências do Grêmio Náutico Gaúcho, na avenida Praia de Belas, foi, sem dúvida, a mais concorrida. Segundo os organizadores, 250 pessoas assinaram presença. Não é para menos. Nos últimos meses, a insegurança, o crime, é quem domina as ruas do bairro, da manhã à calada da noite. São assaltos a lotações, assaltos a pedestres, arrombamentos e roubo de veículos, arrombamentos de estabelecimentos comerciais, assaltos a estabelecimentos comerciais. Nunca o Brasil teve tanta gente trabalhando, orgulha-se o governo federal (embora as demissões já tenham começado em todo o país), e nunca teve tanta gente na criminalidade. Em geral, as autoridades vinham discursando que a culpa é das vítimas, por prosperarem, melhorarem de vida, adquirem seu automóvel, etc. Mas esta tônica infeliz, felizmente, não foi empregada na noite de 25/03/15, quarta-feira.
A reunião foi conduzida com a devida técnica básica do assembleismo, consistindo de uma pauta a ser cumprida, tempo às manifestações, inscrições para falar, votação das decisões tomadas ao final para futuro encaminhamento. O que não impediu um pequeno incidente, quando a presidente da Assamed, Oleti Gomes, falava e foi abruptamente interrompida. Todos os presentes se manifestaram a seu favor e ela ganhou um tempo adicional.
A assembléia, ao final, quase às 21h00 (iniciara às 19h00), decidiu pela condução de um abaixo-assinado a circular em todo o bairro para depois ser levado às autoridades; e criar um grupo de trabalho para a realização de uma futura audiência pública, da população com o governo, para tratar do tema. Segundo a coordenadora do encontro, Nelnie Lorenzoni, em vista de o Menino Deus ter cerca de 30 mil habitantes, o abaixo-assinado deve incluir seis mil nomes. O redator aqui especula que deve ser algum critério criado nas esferas da burocracia estatal para aceitar a voz da comunidade. O grupo de trabalho formou-se espontaneamente por 25 pessoas, aprovadas pelos presentes. Entre eles, residentes, profissionais liberais, comerciantes e prestadores de serviço. Todos se comunicam por e-mail ou pelo whatsapp.
Falência do Estado? - E por falar em whatsapp, a ferramenta usada por quem tem smartphone, foi mencionada diversas vezes, como um instrumento que já é usado no Menino Deus e em outras comunidades para se defender do crime. Os comentários gerais sobre ela é que as pessoas se comunicando conseguem se avisar e alertar umas às outras sobre alguma ocorrência. O telefone da segurança, o 190, recebeu críticas na sua operação. Já existe um grupo de comerciantes da Getúlio Vargas e arredores que criou um grupo, após muitos deles serem vítimas de assalto a mão armada, ou arrombamentos, em seus estabelecimentos.
Moradores de rua - Gilson Rosa, residente à rua Grão-Pará, lembrou de um salão de beleza ali ter sido arrombado três vezes, durante a noite. "No dia seguinte, todos os flanelinhas simplesmente sumiam". Oleti Gomes, presidente da Assamed, lembrou que entre os ditos moradores de rua há criminosos e assaltantes. "A BM diz que não pode abordá-los, mas nós podemos ser abordados por eles. Exigimos que a BM fale com o governador, se o crime seguir assim, vamos para a frente do Palácio Piratini." Fortes aplausos seguiram sua manifestação. Ela também criticou uma velha justificativa da prefeitura para o morador de rua não ir para os albergues ("eles não querem") o que também é fato, mas, se um sujeito passa a noite em um albergue hoje, só poderá voltar daqui a três dias. "Eles deixam seus poucos pertences na rua, os albergues não oferecem o que eles precisam. Eles querem casa, muitos são doentes mentais, que os parentes não querem mais. Mas entre eles estão os criminosos". Aqui cumpre lembrar uma decisão mundial - coisas da perigosíssima ONU - repetida em cada país, no RS também, que foi a redução dos leitos psiquiátricos (a Assembléia Legislativa do Estado o aprovou no início da década de 90). Alguém, lá em algum lugar, achou que deveria mudar o atendimento ao doente mental e deram a fechar leitos pelo mundo. Agora rolam nas ruas, foram desamparados pelo Estado. Enquanto isso, os integrantes do topo da cadeia alimentar dos três poderes dê-lhe a se aumentarem benefícios e salários. E o povo lá, vendo. Agora, cansou, parece. João Hélvio, secretário-adjunto de segurança do Município, disse que, quanto aos moradores de rua, o poder público está "de mãos atadas, nada podemos fazer, apenas se o morador de rua estiver em situação de risco". Gargalhadas gerais frente a tal situação absurda da lei. Mas ninguém ajuda quem reside ou trabalha a limpar a frente de casas, condomínios e lojas urinados e defecados pelos protegidos pela burocracia estatal. Em alguns, diariamente é preciso limpar para poder trabalhar, entrar e sair.
Crime recorde - O major Mohr, vice-comandante do 1o BPM, que atende Porto Alegre de ao sul da avenida Ipiranga, até a Restinga, disse que, em 28 anos de Brigada Militar, nunca viu a situação do crime como hoje. Segundo ele, chegamos a tal triste cúmulo devido a "décadas de medidas pró impunidade". Ele relatou alguns casos de criminosos detidos, julgados e presos, que, pouco depois, eram soltos, desmoralizando o trabalho da polícia e reproduzindo a insegurança na qual vivemos. Segundo ele, o seu batalhão é o que mais prende em Porto Alegre. São seis detenções por dia. "A BM atua", garantiu. Foi muito aplaudido ao citar a impunidade e ao fato de 42% dos detidos já serem criminosos que passaram pelo sistema prisional e foram soltos "muito cedo". Foi intensamente aplaudido ao dizer que "como os senhores odeio o vagabundo, o ladrão, se eu pudesse eu prenderia todos". Já o representante da 2a DP, Cládio Wohlfahry, relatou o êxito da equipe da delegacia em deter e desmanchar uma quadrilha que atuava assaltando as lotações. Ele também foi muito aplaudido ao dizer que sentia falta do Ministério Público, do Judiciário, "pois também respondem pela segurança e também devem dar satisfação à comunidade". Ele lembrou a redução de verbas do governo federal para investimento na segurança pública, e também no RS. Ao pensar nisso, acrescenta-se aqui que a máquina pública está falida, quebrada, paga salários, aposentadorias e pensões, não dando nem para isso o que arrecada, e os cidadãos, muitos deles servidores públicos também, que se danem em um modelo de Estado que chegou à inviabilidade. Aumentar tributos, nem pensar, pois a sociedade está por eles sufocada. Só a União o faz e azar de todos.
Inscrições - A proprietária de um café na Getúlio Vargas manifestou-se intensamente, recebendo fortíssimos aplausos. Ela disse que, desde a Copa, a BM bota no Menino Deus soldados do Interior, que não conhecem o que é a Getúlio Vargas, que ficam no seu café, usando internet de graça, tomando café e que nada fazem, justificando que o salário é ruim. Um senhor começou sua fala reclamando, que "chega de lenga-lenga, tragam projetos". Ele também lembrou que Porto Alegre é uma das cidades com mais homicídios do mundo, se comparado à população. "Governador e prefeito não se importam com a segurança." Aplausos.
Fase - Um dos inscritos, representando muitos dos presentes, que por sua vez representavam tantos outros mais, reclamou da futura instalação da Fase na rua Silveiro, uma medida do governo feita sem ouvir a comunidade. Enquanto isso, a Fase tem 70 hectares na Padre Cacique. O redator lembra que a área da Fase é, há muito, ambicionada pelo mercado imobiliário. Talvez venha alguma novidade.
Há muito mais, mas isso já deu uma boa idéia, não? A próxima reunião será no dia 28/04, uma terça-feira, foi aprovado pelos presentes. O local será informado por e-mail a todos.
Censura - Quando Nei Gomes, tesoureiro da Assamed, pegou sua câmara para filmar a reunião, um integrante da mesa lembrou de uma decisão do Conselho, em janeiro, de não ser permitido filmar as suas reuniões. Ora, ora. Não existe autoridade neste país que possa impedir a filmagem, o registro, de uma reunião pública, ainda mais em benefício do público. E se aparecesse uma equipe de TV de um telejornal local, como seriam recebidos pela coordenação? Censuradamente? Ou ...
| Segundo organização, 250 se fizeram presentes no GNG |
| Major Mohr, do 1o BPM representou a Brigada Militar |
A assembléia, ao final, quase às 21h00 (iniciara às 19h00), decidiu pela condução de um abaixo-assinado a circular em todo o bairro para depois ser levado às autoridades; e criar um grupo de trabalho para a realização de uma futura audiência pública, da população com o governo, para tratar do tema. Segundo a coordenadora do encontro, Nelnie Lorenzoni, em vista de o Menino Deus ter cerca de 30 mil habitantes, o abaixo-assinado deve incluir seis mil nomes. O redator aqui especula que deve ser algum critério criado nas esferas da burocracia estatal para aceitar a voz da comunidade. O grupo de trabalho formou-se espontaneamente por 25 pessoas, aprovadas pelos presentes. Entre eles, residentes, profissionais liberais, comerciantes e prestadores de serviço. Todos se comunicam por e-mail ou pelo whatsapp.
Falência do Estado? - E por falar em whatsapp, a ferramenta usada por quem tem smartphone, foi mencionada diversas vezes, como um instrumento que já é usado no Menino Deus e em outras comunidades para se defender do crime. Os comentários gerais sobre ela é que as pessoas se comunicando conseguem se avisar e alertar umas às outras sobre alguma ocorrência. O telefone da segurança, o 190, recebeu críticas na sua operação. Já existe um grupo de comerciantes da Getúlio Vargas e arredores que criou um grupo, após muitos deles serem vítimas de assalto a mão armada, ou arrombamentos, em seus estabelecimentos.
Moradores de rua - Gilson Rosa, residente à rua Grão-Pará, lembrou de um salão de beleza ali ter sido arrombado três vezes, durante a noite. "No dia seguinte, todos os flanelinhas simplesmente sumiam". Oleti Gomes, presidente da Assamed, lembrou que entre os ditos moradores de rua há criminosos e assaltantes. "A BM diz que não pode abordá-los, mas nós podemos ser abordados por eles. Exigimos que a BM fale com o governador, se o crime seguir assim, vamos para a frente do Palácio Piratini." Fortes aplausos seguiram sua manifestação. Ela também criticou uma velha justificativa da prefeitura para o morador de rua não ir para os albergues ("eles não querem") o que também é fato, mas, se um sujeito passa a noite em um albergue hoje, só poderá voltar daqui a três dias. "Eles deixam seus poucos pertences na rua, os albergues não oferecem o que eles precisam. Eles querem casa, muitos são doentes mentais, que os parentes não querem mais. Mas entre eles estão os criminosos". Aqui cumpre lembrar uma decisão mundial - coisas da perigosíssima ONU - repetida em cada país, no RS também, que foi a redução dos leitos psiquiátricos (a Assembléia Legislativa do Estado o aprovou no início da década de 90). Alguém, lá em algum lugar, achou que deveria mudar o atendimento ao doente mental e deram a fechar leitos pelo mundo. Agora rolam nas ruas, foram desamparados pelo Estado. Enquanto isso, os integrantes do topo da cadeia alimentar dos três poderes dê-lhe a se aumentarem benefícios e salários. E o povo lá, vendo. Agora, cansou, parece. João Hélvio, secretário-adjunto de segurança do Município, disse que, quanto aos moradores de rua, o poder público está "de mãos atadas, nada podemos fazer, apenas se o morador de rua estiver em situação de risco". Gargalhadas gerais frente a tal situação absurda da lei. Mas ninguém ajuda quem reside ou trabalha a limpar a frente de casas, condomínios e lojas urinados e defecados pelos protegidos pela burocracia estatal. Em alguns, diariamente é preciso limpar para poder trabalhar, entrar e sair.
Crime recorde - O major Mohr, vice-comandante do 1o BPM, que atende Porto Alegre de ao sul da avenida Ipiranga, até a Restinga, disse que, em 28 anos de Brigada Militar, nunca viu a situação do crime como hoje. Segundo ele, chegamos a tal triste cúmulo devido a "décadas de medidas pró impunidade". Ele relatou alguns casos de criminosos detidos, julgados e presos, que, pouco depois, eram soltos, desmoralizando o trabalho da polícia e reproduzindo a insegurança na qual vivemos. Segundo ele, o seu batalhão é o que mais prende em Porto Alegre. São seis detenções por dia. "A BM atua", garantiu. Foi muito aplaudido ao citar a impunidade e ao fato de 42% dos detidos já serem criminosos que passaram pelo sistema prisional e foram soltos "muito cedo". Foi intensamente aplaudido ao dizer que "como os senhores odeio o vagabundo, o ladrão, se eu pudesse eu prenderia todos". Já o representante da 2a DP, Cládio Wohlfahry, relatou o êxito da equipe da delegacia em deter e desmanchar uma quadrilha que atuava assaltando as lotações. Ele também foi muito aplaudido ao dizer que sentia falta do Ministério Público, do Judiciário, "pois também respondem pela segurança e também devem dar satisfação à comunidade". Ele lembrou a redução de verbas do governo federal para investimento na segurança pública, e também no RS. Ao pensar nisso, acrescenta-se aqui que a máquina pública está falida, quebrada, paga salários, aposentadorias e pensões, não dando nem para isso o que arrecada, e os cidadãos, muitos deles servidores públicos também, que se danem em um modelo de Estado que chegou à inviabilidade. Aumentar tributos, nem pensar, pois a sociedade está por eles sufocada. Só a União o faz e azar de todos.
Inscrições - A proprietária de um café na Getúlio Vargas manifestou-se intensamente, recebendo fortíssimos aplausos. Ela disse que, desde a Copa, a BM bota no Menino Deus soldados do Interior, que não conhecem o que é a Getúlio Vargas, que ficam no seu café, usando internet de graça, tomando café e que nada fazem, justificando que o salário é ruim. Um senhor começou sua fala reclamando, que "chega de lenga-lenga, tragam projetos". Ele também lembrou que Porto Alegre é uma das cidades com mais homicídios do mundo, se comparado à população. "Governador e prefeito não se importam com a segurança." Aplausos.
Fase - Um dos inscritos, representando muitos dos presentes, que por sua vez representavam tantos outros mais, reclamou da futura instalação da Fase na rua Silveiro, uma medida do governo feita sem ouvir a comunidade. Enquanto isso, a Fase tem 70 hectares na Padre Cacique. O redator lembra que a área da Fase é, há muito, ambicionada pelo mercado imobiliário. Talvez venha alguma novidade.
Há muito mais, mas isso já deu uma boa idéia, não? A próxima reunião será no dia 28/04, uma terça-feira, foi aprovado pelos presentes. O local será informado por e-mail a todos.
Censura - Quando Nei Gomes, tesoureiro da Assamed, pegou sua câmara para filmar a reunião, um integrante da mesa lembrou de uma decisão do Conselho, em janeiro, de não ser permitido filmar as suas reuniões. Ora, ora. Não existe autoridade neste país que possa impedir a filmagem, o registro, de uma reunião pública, ainda mais em benefício do público. E se aparecesse uma equipe de TV de um telejornal local, como seriam recebidos pela coordenação? Censuradamente? Ou ...
quinta-feira, 19 de março de 2015
Momento de Humor, que ninguém é de ferro
O sujeito entra em uma loja e pergunta por conjuntos infantis (papeiro, caneca, prato). A balconista lhe mostra os esmaltados, muito bonitos.
- Rosa para menina, azul claro para os meninos, bem tradicional - explica ela.
- Mas eu sou colorado, é para meu filho recém nascido, não tem vermelho?
- Não, senhor, como lhe expliquei, para menino, azul; para menina, rosa. Sempre foi assim.
- Mas eu não vou dar o azul para ele - o sujeito insistiu.
- Então dá o rosa - emendou a balconista, já um pouco contrariada com a paixão futebolística.
- Como assim, o rosa? - retrucou ele. Menino não usa rosa.
- Quando ele crescer fica vermelho - ela disse.
- Vermelho? As peças mudam de cor?
- Não, o seu filho, quando crescer, ele vai se tornar vermelho como o pai, não vai?
- Rosa para menina, azul claro para os meninos, bem tradicional - explica ela.
- Mas eu sou colorado, é para meu filho recém nascido, não tem vermelho?
- Não, senhor, como lhe expliquei, para menino, azul; para menina, rosa. Sempre foi assim.
- Mas eu não vou dar o azul para ele - o sujeito insistiu.
- Então dá o rosa - emendou a balconista, já um pouco contrariada com a paixão futebolística.
- Como assim, o rosa? - retrucou ele. Menino não usa rosa.
- Quando ele crescer fica vermelho - ela disse.
- Vermelho? As peças mudam de cor?
- Não, o seu filho, quando crescer, ele vai se tornar vermelho como o pai, não vai?
quarta-feira, 18 de março de 2015
Binário traz tumulto na Praia de Belas
Porto Alegre, 18/03/2015, 10h00 - Já há muitas vivências desagradáveis com a inovação da velha idéia de resolver problemas de fluxo com binários - uma novidade trazida a Porto Alegre a partir de 1993, com a ainda púere EPTC (criada em 1988). O binário Borges de Medeiros-Praia de Belas, que começou a ser utilizado no 20 de fevereiro passado (antecipadamente, ainda com obras a fazer), era para abril próximo, é inequívoco nos tumultos que traz, em especial na Praia de Belas. Os ônibus que trafegam pelo lado direito, obviamente, agora encontram dezenas de acessos de garagem, que não existem na Borges de Medeiros. Não é preciso dizer que isso causa confusão cotidiana. A EPTC conseguiu aumentar o desgaste físico e emocional de todos, condutores de particulares, de coletivos, e passageiros de particulares e coletivos. Um grande avanço para a "cultura da paz no trânsito".
| Calçada estreita e ponto de ônibus que gera conflitos diários |
Ocorre assim, ó: Os coletivos devem se aproximar das paradas. Os particulares estão entrando ou saindo de garagens, próximas a paradas. Os particulares e os coletivos se misturam. A confusão reina. Um ponto sensível e corriqueiro deste contubérnio cotidiano encontramos na parada entre a avenida Bastian e a rua Marcílio Dias. Vocês acreditam que a EPTC fez um binário, jogou as linhas de ônibus para a Praia de Belas e, ao que parece, esqueceu que há ali o novo estacionamento do shopping, e do prédio comercial cujas obras estão em conclusão? Acreditai, se quiserdes. Eu creio, pois seria absurdo não crer.
No final da tarde de ontem, terça-feira, 17/03, foi-nos relatado por uma passageira da linha T-7, uma senhora, que saía da garagem na frente do shopping, ficou entre o ônibus e o meio-fio. Ao se sentir pressionada pelo ônibus, querendo passar a qualquer custo, com a mão direita pegou um revólver e o mostrou ao motorista (não o empunhou como se fosse atirar, somente o mostrou). O motorista, claro, recuou da marcha e a deixou passar. Uma situação na qual o descontrole individual acontece, oportunizado pela selva trafegal criada pela autoridade pública.
A única solução é, ou tirar a parada de ali, o que a EPTC dificilmente vai poder fazer, ou tirar o prédio dali, o que os proprietários dificilmente poderão fazer. Ou, tertium datur, implantar um corredor de ônibus da Praia de Belas, para o qual não há dinheiro (mal conseguem terminar os da João Pessoa e Protásio Alves). E, dificilmente, irão arrancar a obra do corredor, da proprietária do shopping, duplamente tributada, pelo mero fato de empreender e gerar renda, afinal foi ela quem contratou e pagou a implantação do binário, pois seu empreendimento impacta o tráfego, dizem.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Governo busca IPVA
Porto Alegre, 12/03/15, 15h40min - Cerca de 15h00, um destacamento da Brigada Militar estava na esquina das ruas Múcio Teixeira e Botafogo, aproveitando um recuo que há na Múcio para estacionamento, e parando condutores de duas e quatro rodas. Os motociclistas tinham suas mochilas revistadas. Segundo um dos integrantes da patrulha, é operação de rotina (mas que há meses este redator não testemunhava aqui no Menino Deus, bairro central de Porto Alegre), para averiguar a documentação. Nessas operações, muitas vezes, são recuperados veículos furtados ou roubados.
Mas o que chama mais a atenção deste cidadão indignado que vos escreve é o fato de o governo do Estado deixar o MST à vontade para impedir a livre circulação, depredar, e tudo o mais que sempre fazem, qualquer que seja o governo (todos de esquerda, desde 1987 aqui no RS). Enquanto que aqueles que trabalham e têm sua vida infernizada e ameaçada pelo MST - e outros coletivos -, pagam com seu suor para ter segurança, e o que recebem é mais um atrapalho no cotidiano. São parados e investigados, suspeitos de não estarem em dia com o pagamento de impostos. O governador, e todos os servidores públicos, necessitam, desesperadamente de arrecadação. Os IPVAs já estão vencendo. O povo está com pouco dinheiro (inflação na energia, nos alimentos, nos combustíveis, ...) e, então, bota a polícia na rua para forçar o pagamento.
Mas, de súbito, tive uma epifania. Agora eu sei por que o MST é deixado à vontade, mesmo com sua costumeira barbárie. O MST não é suspeito. Está na cara o que são e o que fazem. Já aquele particular que roda cuidando de sua vida, ah, este sim, é suspeito de não cumprir a lei.
Segue uma foto da ação. E a Múcio estava com enorme fluxo de veículos naquela tarde.
Para garantir a obediência, um dos policiais estava, obviamente, segurando uma espingarda, ostensivamente, dentro da técnica, é claro, com o dedo ao lado do gatilho. Os motociclistas contam com maior boa vontade da fiscalização, sendo quase todos eles parados. Já os de veículos particulares, eram sorteados no olho. Um sim, vários não, e assim por diante. Operações como esta foram muito constantes nos governos Rigotto e Yeda, tendo diminuído no governo passado, ao menos, pelo que, aqui, se sabe. Agradeço correções às informações.
Mas o que chama mais a atenção deste cidadão indignado que vos escreve é o fato de o governo do Estado deixar o MST à vontade para impedir a livre circulação, depredar, e tudo o mais que sempre fazem, qualquer que seja o governo (todos de esquerda, desde 1987 aqui no RS). Enquanto que aqueles que trabalham e têm sua vida infernizada e ameaçada pelo MST - e outros coletivos -, pagam com seu suor para ter segurança, e o que recebem é mais um atrapalho no cotidiano. São parados e investigados, suspeitos de não estarem em dia com o pagamento de impostos. O governador, e todos os servidores públicos, necessitam, desesperadamente de arrecadação. Os IPVAs já estão vencendo. O povo está com pouco dinheiro (inflação na energia, nos alimentos, nos combustíveis, ...) e, então, bota a polícia na rua para forçar o pagamento.
Mas, de súbito, tive uma epifania. Agora eu sei por que o MST é deixado à vontade, mesmo com sua costumeira barbárie. O MST não é suspeito. Está na cara o que são e o que fazem. Já aquele particular que roda cuidando de sua vida, ah, este sim, é suspeito de não cumprir a lei.
Segue uma foto da ação. E a Múcio estava com enorme fluxo de veículos naquela tarde.
Para garantir a obediência, um dos policiais estava, obviamente, segurando uma espingarda, ostensivamente, dentro da técnica, é claro, com o dedo ao lado do gatilho. Os motociclistas contam com maior boa vontade da fiscalização, sendo quase todos eles parados. Já os de veículos particulares, eram sorteados no olho. Um sim, vários não, e assim por diante. Operações como esta foram muito constantes nos governos Rigotto e Yeda, tendo diminuído no governo passado, ao menos, pelo que, aqui, se sabe. Agradeço correções às informações.
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