Porto Alegre, 12/03/15, 15h40min - Cerca de 15h00, um destacamento da Brigada Militar estava na esquina das ruas Múcio Teixeira e Botafogo, aproveitando um recuo que há na Múcio para estacionamento, e parando condutores de duas e quatro rodas. Os motociclistas tinham suas mochilas revistadas. Segundo um dos integrantes da patrulha, é operação de rotina (mas que há meses este redator não testemunhava aqui no Menino Deus, bairro central de Porto Alegre), para averiguar a documentação. Nessas operações, muitas vezes, são recuperados veículos furtados ou roubados.
Mas o que chama mais a atenção deste cidadão indignado que vos escreve é o fato de o governo do Estado deixar o MST à vontade para impedir a livre circulação, depredar, e tudo o mais que sempre fazem, qualquer que seja o governo (todos de esquerda, desde 1987 aqui no RS). Enquanto que aqueles que trabalham e têm sua vida infernizada e ameaçada pelo MST - e outros coletivos -, pagam com seu suor para ter segurança, e o que recebem é mais um atrapalho no cotidiano. São parados e investigados, suspeitos de não estarem em dia com o pagamento de impostos. O governador, e todos os servidores públicos, necessitam, desesperadamente de arrecadação. Os IPVAs já estão vencendo. O povo está com pouco dinheiro (inflação na energia, nos alimentos, nos combustíveis, ...) e, então, bota a polícia na rua para forçar o pagamento.
Mas, de súbito, tive uma epifania. Agora eu sei por que o MST é deixado à vontade, mesmo com sua costumeira barbárie. O MST não é suspeito. Está na cara o que são e o que fazem. Já aquele particular que roda cuidando de sua vida, ah, este sim, é suspeito de não cumprir a lei.
Segue uma foto da ação. E a Múcio estava com enorme fluxo de veículos naquela tarde.
Para garantir a obediência, um dos policiais estava, obviamente, segurando uma espingarda, ostensivamente, dentro da técnica, é claro, com o dedo ao lado do gatilho. Os motociclistas contam com maior boa vontade da fiscalização, sendo quase todos eles parados. Já os de veículos particulares, eram sorteados no olho. Um sim, vários não, e assim por diante. Operações como esta foram muito constantes nos governos Rigotto e Yeda, tendo diminuído no governo passado, ao menos, pelo que, aqui, se sabe. Agradeço correções às informações.
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