| Calçada estreita e ponto de ônibus que gera conflitos diários |
Ocorre assim, ó: Os coletivos devem se aproximar das paradas. Os particulares estão entrando ou saindo de garagens, próximas a paradas. Os particulares e os coletivos se misturam. A confusão reina. Um ponto sensível e corriqueiro deste contubérnio cotidiano encontramos na parada entre a avenida Bastian e a rua Marcílio Dias. Vocês acreditam que a EPTC fez um binário, jogou as linhas de ônibus para a Praia de Belas e, ao que parece, esqueceu que há ali o novo estacionamento do shopping, e do prédio comercial cujas obras estão em conclusão? Acreditai, se quiserdes. Eu creio, pois seria absurdo não crer.
No final da tarde de ontem, terça-feira, 17/03, foi-nos relatado por uma passageira da linha T-7, uma senhora, que saía da garagem na frente do shopping, ficou entre o ônibus e o meio-fio. Ao se sentir pressionada pelo ônibus, querendo passar a qualquer custo, com a mão direita pegou um revólver e o mostrou ao motorista (não o empunhou como se fosse atirar, somente o mostrou). O motorista, claro, recuou da marcha e a deixou passar. Uma situação na qual o descontrole individual acontece, oportunizado pela selva trafegal criada pela autoridade pública.
A única solução é, ou tirar a parada de ali, o que a EPTC dificilmente vai poder fazer, ou tirar o prédio dali, o que os proprietários dificilmente poderão fazer. Ou, tertium datur, implantar um corredor de ônibus da Praia de Belas, para o qual não há dinheiro (mal conseguem terminar os da João Pessoa e Protásio Alves). E, dificilmente, irão arrancar a obra do corredor, da proprietária do shopping, duplamente tributada, pelo mero fato de empreender e gerar renda, afinal foi ela quem contratou e pagou a implantação do binário, pois seu empreendimento impacta o tráfego, dizem.
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