quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Bandidos se dão mal

São 18h30min, quinta-feira, 17/12. Escrevo no calor do momento. Os fatos vão se aclarar depois. Leia na imprensa diária. Quatro bandidos roubaram um carro na rua General Caldwell, com Gonçalves Dias. Mas o proprietário era PM, de indumentária civil. Depois que os patifes levaram o auto, ele atirou. Entraram na Getúlio Vargas, rumo ao sul. Mas pararam na esquina com a avenida Ganzo. Andaram duas quadras. Alvejados, fugiram. Um deles pegou um táxi, testemunhas relataram. Havia sangue na porta do motorista. Um deles ao menos foi ferido. Os demais teriam fugido a pé. Um dos pneus restou furado no tiroteio. Contei ao menos quatro marcas de bala entre vidros e carroceria. A função, é claro, atraiu muita gente. Uma viatura da BM chegou pelas 18h15min, alguns minutos após o ocorrido. Mais uns dez minutos, chegou outra, e duas viaturas da Polícia Civil. Um senhor que reside na Getúlio Vargas, em frente ao Zaffari, disse que estava na janela e ouviu os estalidos. Parecia o som de uma batida, mas, então, percebeu do que se tratava.
Mais um caso dentre ene casos que ocorrem diariamente em nossa Porto Alegre, para falar somente dela. O crime está organizado dentro do governo, e fora dele. Mas, às vezes, como hoje, os bandidos levam a pior. Enquanto isso, no STF, Dilma já tinha cinco votos a favor, contrários ao do relator Edson Fachin, que, respeitando a CF, manteve a Lei e a Carta, acatando o impeachment. Outros colegas dele rasgaram a Lei Maior, e, depois, queremos andar seguros pelas ruas. Quá, quá, quá.

sábado, 26 de setembro de 2015

Mais uma passeata por segurança

Passou há pouco, pelas 11h30min deste nublado sábado, 26/09/15, a passeata do movimento SOS Menino Deus, pedindo mais segurança, o mais básico de todos os itens da vida social, afinal, sem ele, não se estuda, não se trabalha, não se circula. Nada! A passeata também homenageou o comerciante Elvino Adamczuk, morto por uma bala perdida em confronto entre BM e assaltantes que atacaram o Nacional supermercado da avenida Aureliano de Figueiredo Pinto no começo de setembro. Elvino era proprietário da Padaria Santo Antônio, no início da Getúlio Vargas. Cerca de 60 pessoas participaram. A Assamed também engrossou a passeata, com sua diretoria.
Ontem à noite, outro protesto, reuniu amigos, vizinhos e familiares de uma jovem que foi mantida refém por assaltantes na última terça-feira.

Vítima de seqüestro protesta por segurança

Residentes do bairro Menino Deus, cerca de 30 pessoas, realizaram um protesto na noite de sexta-feira, 25/09/15. Em plena avenida Getúlio Vargas, esquina com a rua Barão do Triunfo, eles queimaram estrados de madeira e pararam o fluxo de veículos na quadra até a rua General Caldwell. A manifestação aconteceu porque uma moça, residente na Barão, foi seqüestrada, na última terça-feira, e mantida refém por assaltantes, que bateram nela. O crime aconteceu na rua Borges do Canto, Petrópolis, cerca das três horas da tarde. Naquela noite, o irmão dela, revoltado pelo descaso da Polícia ao atender sua irmã vítima, queimou um colchão no meio da rua. Ela, seus familiares, amigos e vizinhos, então, voltaram, três dias depois, para exigir das autoridades que façam o mínimo, segurança. Segundo a moça vítima, além do descaso no registro da ocorrência, a Polícia nada fez, ainda, para obter imagens de câmaras que revelariam os criminosos. "Ou estão no café, ou almoçando, ou não chegaram, ou já saíram", resume ela.
Juliana Trombetta, 25 anos, que no protesto segurava um cartaz dizendo que foi vítima de seqüestro e agressão, conta que saía da casa de uma colega, quando um carro parou ao lado dela, dois homens desceram e a empurraram para dentro. Apontavam-lhe facas, chegando a as encostar no seu abdômen. Pediram o dinheiro, a carteira, mas ela disse que não tinha, não carregava mais, depois de ser vítima de outro assalto dias antes. Ficaram brabos, agrediram-na, rodaram um tempo com ela e a deixaram em uma rua qualquer.
Os manifestantes que pediam segurança e "basta de violência", como todos nós vivem uma situação que resulta de um conjunto de fatores. O governo estadual anterior deu aumentos além da capacidade do Estado pagar, sacou dos depósitos judiciais, deixando uma enorme dívida para este ano, sem falar que usou dinheiro de empréstimos para pagar a folha. Aumentou a receita com pessoal em 60%, ao passo que a receita do Tesouro cresceu 40% no mesmo período. Outro fator encontramos em 30 anos de discurso de partidos à esquerda (de inspiração socialista), para quem o bandido é vítima da sociedade. Isso contaminou todos os três poderes, resultando em criminosos soltos, mesmo que a BM os prenda repetidas vezes em delito. Como terceiro fator, o fato de boa parte do povo ter acreditado no partido de ponta da esquerda brasileira, que governou Porto Alegre por longos - e tétricos - 16 anos. Pode-se especular que muitos naquele protesto fizeram a fortuna eleitoral deste partido - que possui integrantes da cúpula condenados e presos por corrupção. Afinal, as urnas do Menino Deus chegaram a dar 60% dos votos válidos nas eleições municipais aos estrelados.
Mas sempre há hora de acordar. E o gosto que o povo tomou por protestar, desde junho de 2013 (embora fossem protestos mobilizados pela extrema-esquerda, que deles perdeu o controle), sem dúvida conta para o ânimo na manifestação de ontem. Sem falar nas três manifestações gigantescas contra Dilma e o PT neste ano (março, abril e agosto). E há outra programada para hoje, sábado, 26/09/15, a partir das 11h00. Uma caminhada, para lembrar o assassinato do comerciante, e padeiro, Elvino Adamczuk, vítima de uma bala perdida em conflito da polícia com bandidos, na primeira semana deste chuvoso setembro de 2015.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mais um arrombamento

Na madrugada de domingo para segunda-feira, 20/07, mais um comerciante do Menino Deus foi vítima de arrombamento. Uma loja de roupas femininas, na avenida Getúlio Vargas, Kanto de Mulher, teve a cortina de ferro violada, o vidro quebrado em um pequeno buraco, pelo qual passou alguém e roubou 15 vestidos. O buraco da foto é o dobro do original, encontrado pelos proprietários. 
Patifes levaram mercadorias, após invadir o estabelecimento
Segundo um deles, o alarme no telefone celular tocou às 02h30min, hora da segunda saraivada de granizo que atingiu Porto Alegre na calada da noite, chuvosa. Pelo tamanho do buraco aberto, passou por ali uma criança, ou um adulto mirrado. Foi o mesmo método (modus operandi, dizem os policiais) de outros arrombamentos ocorridos na Getúlio Vargas. Viola-se a cortina de ferro, se há vidro ou outro obstáculo, ele é transporto em um pequeno buraco, entra alguém e furta o que der.

Já não chega a recessão trazida pelas trapalhadas do governo - que investiu no consumo e não na produção -; já não chega a queda do movimento na semana passada, causada por muita chuva, ainda devem os que sustentam o país com o seu trabalho arcarem com mais uma despesa sem retorno. Paradoxalmente, o dano ao comerciante é benéfico aos governantes, ao setor público (como um todo), pois o comerciante irá gastar no conserto da porta, em uma nova vidraça, em reposição de mercadorias, tudo resultando em coleta de impostos. Só ganha o Estado, perde sempre o cidadão que o sustenta. Claro que nenhum governo deseja isso, mas, gostando ou não, serve-lhe.

A Kanto de Mulher foi vítima de outro arrombamento semelhante há dois anos. Na ocasião, além do furto, a loja ficou suja de sangue, pois o vidro não era temperado, e o bandido se machucou ao entrar.

Este arrombamento é o oitavo, pelas contas deste redator, desde fevereiro passado, somente no comércio. No sábado de manhã, um grupo de moradores e comerciantes fez uma passeata, pedindo por mais segurança. E, na semana passada, servidores da área de segurança pararam o trânsito em parte do Centro (hoje dito Histórico), na frente do palácio Piratini, pedindo aumento. Ora, ora. Vem aí aumento de ICMS, que eles pagarão também. Ao menos, recebem um pouco de volta. Os demais, pagam e pagam, e de volta pouco ou nada têm do Estado, que vende serviço compulsoriamente.

sábado, 18 de julho de 2015

Passeata pede segurança

Percorreram ruas do bairro neste ensolarado sábado, 18/07
Nesta manhã de ensolarado sábado, após seis dias de tempo fechado, temporais, chuvaradas e chuviscos, um grupo de residentes e comerciantes do bairro Menino Deus percorreu algumas de suas ruas, clamando por segurança. A manifestação estava programada já há vários dias e, talvez despertando de longa soneca, quando deixou as torneiras do céu abertas, São Pedro lhes favoreceu.
Esta foi a terceira manifestação, desde 25/03, exigindo das autoridades mais segurança. As duas primeiras foram reuniões com autoridades policiais, nas dependências do Grêmio Náutico Gaúcho. Os assaltos a pedestres, os arrombamentos a residências e a estabelecimentos comerciais, os furtos e roubos de veículos viraram rotina no bairro. É bem verdade que, desde aquele 25/03, o policiamento aumentou no Menino Deus. Há PMs percorrendo o bairro a pé, PMs de motocicleta e em viaturas também se tornaram mais freqüentes. Enfim, não são somente os bandidos que estão circulando.
A presidente da Assamed, Oleti Gomes, carregava um cartaz, dizendo que lugar da polícia é nas ruas. E não nos quartéis em serviços administrativos.
A passeata saiu do encontro das ruas Silveiro e Miguel Couto, percorrendo a Silveiro, José de Alencar e Getúlio Vargas, passando na altura do número 800 às 12h00. Quem mora e trabalha na Silveiro e imediações está com grandes problemas devido à circulação de viciados em crack. A passeata foi acompanhada por dois motociclistas da BM, e uma viatura.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Atenção Menino Deus, é amanhã, 11/07

Novos semáforos na rua Silveiro, ainda encobertos (10/07)
Pontos de ônibus surgem na rua Dona Augusta
A assessoria de imprensa da EPTC confirmou há pouco (17h55min) que começa mesmo, amanhã, a valer o binário Silveiro-Dona Augusta no bairro Menino Deus. A modificação, segundo a empresa (empresa?), é necessária pelo aumento de tráfego previsto, decorrente do condomínio construído no quarteirão do antigo estádio Eucaliptos, composto de sete torres, de doze andares, com quatro apartamentos por andar (336 unidades), construído pela Melnick-Even. Na sexta-feira, 10/07, equipe da EPTC instalava os últimos equipamentos, como abrigos de ponto de ônibus, na Dona Augusta, em substituição àqueles que estavam na Silveiro, sentido ao Centro. Também já estavam instalados novos semáforos na Silveiro e placas de sentido único, ainda cobertos. O piso da Dona Augusta já estava marcado para receber pintura de faixas de fluxo (o que no mais é feito à noite). Agora, resta saber se a modificação será benéfica. Os binários, no início, em geral, sempre exigiram adaptação dos motoristas. É bem provável que, mais uma vez, não será diferente. E, certamente, aqueles que moram na Dona Augusta estranharão o novo e maior movimento em sua rua, a começar pelo trânsito de coletivos, muito barulhento, em especial se levarmos em conta a manutenção dos seus freios, que "gritam" (às vezes histericamente), ao parar nos pontos, e "fritam" a audição de quem está por perto. Para quem reside ali há tempo, há uma nítida sensação de queda na qualidade de vida. Primeiro, pela paredão de prédios que surgiu, depois, pelo binário a começar seus tempos amanhã. A Silveiro terá mão única até a Otávio Dutra, depois segue em duas. Já a Dona Augusta vem em mão única desde seu princípio, na Dona Sofia. Aos motonautas, boa sorte e muita calma.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Maus usos e péssimos costumes

A foto mostra um grande saco de caliça. Foram espalhados vários pelo bairro Menino Deus, para recolher os restos das obras do gasoduto mais fibra óptica. Enquanto os sacos são preenchidos pela caliça da obra, são-no também por indefectíveis sacos pretos atados (foto). Como não são caliça de obra, são o que, héin? São a besteira, o produto dito sólido do metabolismo de bestas (animais não racionais), os mascotes, ou pets, que, hoje, em nosso país, superam o número de crianças. Lugar de caca é no vaso sanitário, mas não para aqueles que não respeitam o trabalho alheio, e a pessoa de quem trabalha, depositando as fezes de seus "filhos" e "filhas", mesmo que em sacos, sobre locais indevidos. Há também o lixo doméstico que é depositado. O mesmo ocorre com as caçambas para restos de obras. Em poucas horas, viram latas de lixo, indicando, inequivocamente, os maus usos e péssimos costumes de uma classe média (não todos, claro), que clama por governos limpos e deixa sujas as ruas. Mas bah!