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| Lotado na comemoração dos 33 anos, noite de 20/04/15 |
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| Sérgio Jaeger Jr dá o beijo dos 33 anos em Ivone Pacheco |
Na noite de segunda-feira, 20/04/2015, véspera de feriado (Tiradentes), o Clube de Jazz Take Five fez mais uma de suas sessões e, desta vez, para comemorar os 33 anos de fundação, datada de 1982. O Take Five reúne-se no subsolo da casa da pianista Ivone Pacheco, localizada ... mas antes disso, vale lembrar que o clube foi criado, lá no distante 1982, para suprir uma carência, o fechamento do bar Big Som, do baterista Marco Antônio, que falecera, e deixara os jazzófilos de Porto Alegre - um exército de gente - sem ter onde ir. Um dos criadores, Sérgio Jaeger Jr., é quem conta esta história. A Ivone, professora de piano, ofereceu o porão de sua casa para a função, que fica na rua ... Mas, antes disso, cumpre dizer que o clube funciona espontaneamente. Quem lá toca o faz por amor ao jazz, unicamente, não há cachê, não há cobrança de ingresso. Basta chegar e, de preferência, levar a bebida, os instrumentos, e curtir a noite. Na última segunda-feira, estavam lá desde a Ivone, sua filha, que hoje organiza a sessão, o Jaeger, o pianista Marcos Ungaretti (outro dos fundadores do Take Five) e mais de uma centena de fãs do jazz, como o colunista de ZH, Roger Lerina, e o apresentador da Cultura FM, Paulo Moreira (que tem um programa diário de jazz, às 20h00).
Nesta comemoração dos 33 anos, o clube ficou lotado, dentro e fora. Portas fechadas, para não entrar o burburinho das vozes na rua, ambiente quente e um público atento aos músicos que se sucediam, em números cantados ou unicamente instrumentais, com longo espaço para a improvisação, é claro, uma marca do Jazz. Take Five é o nome de uma música, terceira do lado A, do disco Time Out, do Dave Brubeck Quartet. Foi composta para o solo de bateria de Joe Morello. Acabou se tornando um dos maiores sucessos de venda do gênero desde então, idos dos anos 60. A música, em compasso quinário, é um dos ícones do Jazz e foi devidamente escolhida para batizar o clube, naquele distante 1982, abrindo as portas da casa de dona Ivone, na rua ... não vou dizer. É uma tradição do Take Five que o endereço é revelado de boca de jazzófilo para ouvido de jazzófilo. Até mesmo quando as sessões são anunciadas na imprensa diária, e sempre o são, tal caráter sigiloso é preservado. Mas, pela multidão reunida na última segunda-feira, 20/04, houve muito boca-a-boca.