sexta-feira, 24 de abril de 2015

Assamed reclama e acampamento sai

Acampamento próximo ao playground na praça Israel. Foi-se
No dia 26/03, a presidente da Associação dos Amigos e Moradores do Menino Deus (Assamed), Oleti Gomes, reclamou à Secretaria de Governança, da PMPA, sobre um acampamento de indigentes na Praça Estado de Israel, formado por dois casais que transitam pelas ruas do bairro. Onde se aboletam, fazem arruaça e causam transtornos. "Possuidores de bom físico e muitos palavrões", descreve Oleti. "Uma das mulheres sempre ameaçando matar o companheiro, que veste uma camiseta de futebol, número 10".

Segue ela o relato, dizendo que, "para nossa alegria, mudaram-se da esquina da Múcio (próximo ao Zaffari) para a Praça Estado de Israel. Utilizaram o muro da escola Presidente Roosevelt e armaram uma lona preta. Há poucos minutos passei por ali e brigavam, com palavrões. O barraco de lona preta está bem na frente da pracinha onde as mães levam os filhos para brincar". A comunidade pede que os retirem do local, pois os freqüentadores e vizinhos da praça "estão muito incomodados com esta situação que só se agrava. Tipos rolando de um lado para outro em cima dos canteiros, que a Smam limpa, mas que, em seguida, voltam a ficar abarrotados de lixo. Estes zumbis não contribuem em nada - aglomeram bandidos à sua volta - e ameaçam a qualidade de vida de quem trabalha e recolhe impostos. Gente, precisamos organizar esta cidade. É o cúmulo!  O que está acontecendo com Porto Alegre!?"

Para a Assamed, se a prefeitura não conseguir manter a praça Israel livre de tais ocupações, a comunidade irá pressionar a Smam para que a cerque, como já acontece com a Praça Rádio Gaúcha (na esquina de Gonçalves Dias com Saldanha Marinho).

Dias depois da reclamação da Assamed, o acampamento foi removido. Desta vez a prefeitura não utilizou o seu mantra predileto da inação "direito de ir e vir" (embora exerçam o de permanecer), muito menos o "não retiramos, é um problema social". Sinal de que a pressão funciona. Mas, se fosse local privado, é bem provável que ainda lá estariam, afinal, o setor público protege mais é a si mesmo. E olhe lá.

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